NOZ Neurocentro presente no Encontro Anual da Sociedade Norte Americana de Cirurgia da Base do Crânio

NOZ Neurocentro presente no Encontro Anual da Sociedade Norte Americana de Cirurgia da Base do Crânio

Ocorreu entre os dias 13 e 17 de fevereiro, nos Estados Unidos, o 29th Annual Meeting of North American Skull Base Society (29º Encontro Anual da Sociedade Norte Americana de Cirurgia da Base do Crânio). O Dr. Luis Fernando, médico neurocirurgião do NOZ Neurocentro, esteve presente no evento, participou do curso prático pré-encontro (de acessos microcirúrgicos e endoscópicos à base do crânio) e foi co-autor de um trabalho científico apresentado lá.

“O profissional deve sempre oferecer o melhor e mais moderno cuidado disponível na medicina, para otimizar os resultados do cuidado dos seus pacientes. Muitas técnicas e estratégias modernas de diagnóstico e tratamento, possíveis de serem realizadas em nosso meio, foram discutidas e certamente serão incluídas em nossa rotina. O intercâmbio de informações e experiências com especialistas de grandes centros de todo o mundo é fundamental para que estejamos sempre praticando medicina de ponta”, disse o Dr. Luis Fernando.

Você sabe o que é cirurgia da base do crânio?

A cirurgia da base do crânio é uma área que se dedica ao diagnóstico e tratamento das doenças localizadas na região mais inferior do crânio, atrás dos olhos e do nariz, profunda à orelha interna, ou ouvido. É uma das áreas mais desafiadoras da medicina pelo seu difícil acesso. Além disso, lá se encontram muitos vasos e nervos importantes, o que a torna ainda mais delicada.

As doenças que mais frequentemente acometem essa região são de natureza tumoral (como meningiomas, schwannomas, adenomas, carcinomas) ou vascular (como aneurismas cerebrais, MAVs e cavernomas), mas também outras doenças como neuralgia do trigêmeo, espasmo hemifacial, cistos e fístula liquórica.

As estratégias cirúrgicas utilizadas nessa região contemplam a microcirurgia (normalmente o acesso é através de uma incisão feita no couro cabeludo e utiliza-se microscópio cirúrgico), endoscopia (normalmente o acesso é pelo nariz e utiliza-se o endoscópio) ou radiocirurgia (com equipamentos especiais que emitem radiação em dose alta num tempo único, sem cortes, como o Gamma Knife). Também é possível combinar essas estratégias, em alguns casos, de modo a obter mais segurança e melhores resultado nos tratamentos dessas lesões. Há casos em que pode haver participação de neurocirurgiões, otorrinolaringologistas e cirurgiões de cabeça e pescoço, pois a base do crânio é a área de intersecção de atuação dessas especialidades médicas.

Diversas doenças, hoje, podem ser curadas com o uso de técnicas modernas e seguras. Na neurocirurgia e na base do crânio não é diferente. “A maioria dos tumores de hipófise que necessitam de cirurgia, por exemplo, podem ser retirados pelo nariz utilizando-se endoscopia. Já os tumores da região do ângulo ponto-cerebelar e forame magno, por outro lado, na maioria das vezes, devem ser abordados por microcirurgia ou microcirurgia assistida por endoscopia. Essa tem sido a nossa rotina, assim como acontece nos maiores centros de neurocirurgia do Brasil e do mundo. Existem muitas ferramentas para tratar os pacientes de maneira cada vez mais segura. O importante é saber utilizar essas ferramentas e indicar a melhor estratégia em cada caso”, completou Dr. Luis Fernando.

Dor na Coluna

Dor na Coluna: Quais as possíveis causas?

Cerca de 90% das pessoas, eventualmente, vai apresentar algum tipo de dor nas costas ao longo da vida. O problema bastante comum na população e pode ocorrer de forma aguda (quando tem início rápido, começou há pouco tempo) ou crônica (quando dura por no mínimo três meses).

A região mais frequentemente acometida é a região lombar, caracterizando a lombalgia, um incômodo na parte mais baixa da coluna, acima da região das nádegas, e pode acontecer em qualquer idade, normalmente, entre os que não praticam atividades físicas regulares ou que fizeram algum esforço.

As causas são inúmeras e a identificação delas pelo médico neurocirurgião é essencial para que seja feito um diagnóstico correto para a indicação do tratamento adequado.

Entre as causas para a dor nas costas estão: a falta de atividade física regular, dores originadas da musculatura, das articulações, a hérnia de disco, escoliose, artrose (desgaste da coluna); assim como outras causas fora da coluna como cólica e problemas renais.

Um outro padrão de dor associado à coluna é a ciática. Essa é uma dor que se irradia no trajeto do nervo ciático, que segue da nádega para a região posterior da coxa, face lateral da perna e pé. A ciática é menos comum que a lombalgia (ocorre em 2% da população) e em 75% dos casos melhora dentro de 10 a 30 dias.

Quando ir ao médico?

É indicado ir ao médico quando as dores na coluna são intensas, constantes, não passam mesmo em repouso e surgem outros sintomas, como:

  • Dor na perna ou no glúteo;
  • Sensação de dormência ou formigamento nas costas, pernas ou glúteos;
  • Dificuldade para realizar movimentos, como andar, abaixar ou levantar;
  • Febre
  • Piora importante à noite

A ida ao médico neurocirurgião é importante para que sejam feitos exames que permitam concluir diagnóstico e, assim, iniciar o mais breve possível o tratamento, evitando a progressão da dor e complicações.

TRATAMENTOS

Quando o indivíduo passa a sentir incômodos constantes nas costas, ele deve se dirigir a um médico neurocirurgião para que o mesmo, com base em uma conversa sobre o tipo de dor (intensidade, frequência e local), possa realizar o diagnóstico inicial.

A partir da suspeita, o paciente será encaminhado para exames que possam confirmar o diagnóstico (radiografias, tomografia, ressonância magnética, entre outros – eles variam de acordo com o quadro clínico e seus sintomas). Em seguida, será possível determinar o melhor tratamento.

Geralmente, o tratamento inicial para dor nas costas é realizado com medicações analgésicas e reabilitação, como, por exemplo, a fisioterapia. Mas, pode até mesmo ser necessário tratamento cirúrgico, dependendo do caso.

Enxaqueca quais os sintomas e quando procurar um médico

ENXAQUECA: QUAIS OS SINTOMAS E QUANDO PROCURAR UM MÉDICO?

A enxaqueca é uma doença muito prevalente na população mundial e responsável por prejudicar ou incapacitar as pessoas no exercício de suas atividades diárias.

A enxaqueca é determinada geneticamente, onde a DOR É A PRÓPRIA DOENÇA, ou seja, não existe uma causa adquirida para o seu aparecimento. O que existem são fatores moduladores do próprio indivíduo ou do ambiente que podem interferir na expressão da doença.

Quais os sintomas?

Não há idade para a ocorrência da enxaqueca. Crianças, adolescentes e adultos podem apresentar a doença. Na infância, além de dor, a enxaqueca pode apresentar-se com vômitos, tontura e dor abdominal recorrente sem uma causa aparente. Na adolescência e na idade adulta, os sintomas são tipicamente dolorosos: dor de cabeça de moderada a forte intensidade, podendo ser localizada de um ou dos dois lados da cabeça, preferencialmente latejante, que duram pelo menos 4 horas no adulto e 2 horas na criança, e no máximo 72 horas, acompanha de náuseas e/ou vômitos e sensibilidade à luz e ao barulho.

A dor pode ser antecedida por alterações inespecíficas do humor, lentificação do pensamento, do raciocínio e sensação de esgotamento físico. Após o episódio doloroso, os sintomas, geralmente, incluem cansaço e sono excessivos. Algumas pessoas podem, até 1 hora antes de início da dor, apresentar embaçamento ou perda de parte do campo visual, além de sensação de dormência ou fraqueza de um lado do corpo. Esses sintomas são denominados de aura e geralmente desaparecem quando a dor inicia. Para o diagnóstico da enxaqueca são necessários 5 episódios de dor de cabeça como descrito acima e que não possam ser justificados por outra causa.

Quando procurar um especialista?

Episódios de dor 3 vezes ao mês, por um período mínimo de 3 meses, não necessariamente consecutivos, ao longo de um ano, e uma frequência menor de dor de cabeça por mês, porém muito intensa e incapacitante são sinais que exigem a procura de médico.

O especialista capacitado para o diagnóstico e tratamento das dores de cabeça é o médico neurologista.

E então, gostou do texto de hoje? Já sabe identificar sinais de uma enxaqueca? Se quiser continuar sabendo de novidades, acompanhe o nosso blog e as nossas redes sociais.

Enxaqueca

Enxaqueca: como evitá-la?

Podemos usar diversas medicações para prevenir e tratar a enxaqueca. Entretanto, trata-se de uma patologia complexa, em que só o tratamento com remédios não é suficiente para mantê-lo livre das dores. As medicações são apenas uma parte da história. Medidas comportamentais e estilo de vida saudável, muitas vezes, podem ser mais eficazes no controle das crises, reduzindo dessa forma a frequência e a gravidade da dor.

O que eu devo fazer?

  1. Durma bem. As crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por uma noite de sono mal dormida.
    – Estabeleça horários regulares de sono.

– Os cochilos durante o dia devem ser curtos, pois se excederem 20 a 30 min podem atrapalhar o sono noturno.

– Exercícios intensos, refeições pesadas, cafeína, nicotina e álcool podem interferir no sono.
– Não assista televisão ou leve materiais de trabalho para a cama.

  1. Alimente-se com inteligência. Seus hábitos alimentares podem influenciar sua enxaqueca.

– Coma regularmente.
– Não pule as refeições. O jejum aumenta o risco de enxaqueca.
– Mantenha um diário alimentar para tentar identificar potenciais desencadeantes e, então, evitá-los.

  1. Exercite-se regularmente.

Durante a atividade física, seu corpo libera certas substâncias químicas que bloqueiam sinais de dor em seu cérebro. A obesidade também aumenta o risco de dores de cabeça crônicas, portanto, manter o peso saudável por meio de exercícios e alimentação pode proporcionar benefícios adicionais no manejo da enxaqueca. Lembre-se que exercícios intensos podem piorar as crises.

  1. Atenção para luz, ruídos e clima

Evite ruídos altos e luzes brilhantes

A alta umidade e as temperaturas quentes podem estimular dores de cabeça, bem como dias chuvosos.

  1. Reduzir o estresse

Normalmente, o estresse e a enxaqueca andam lado a lado. Você não pode excluir completamente o estresse da sua rotina, mas pode deixá-lo sob controle e evitar crises de enxaqueca. Faça um controle rigoroso da sua agenda e gerencie seu tempo. Não esqueça de reservar um tempo para atividade física e para fazer coisas que lhe dão prazer, como estar com a família e os amigos ou fazer o seu hobby preferido. A prática de atividades que lhe dão prazer é uma forma natural de combater o estresse.

Como o neurologista pode ajudar no combate a insônia

O que é insônia e como reconhecer seus sintomas?

A insônia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta 40% da população brasileira. O sono é uma das várias funções desempenhadas pelo cérebro, que ocorre principalmente no período da noite, quando haverá a produção de substâncias cerebrais e a realização de atividades neurais importantes para o seu perfeito funcionamento durante o dia. Quando esta função é prejudicada de forma persistente, como na Insônia Crônica, vários sintomas poderão ocorrer como:

— Sensação de sono não restaurador ao despertar

— Sonolência diurna

— Dor de cabeça

— Tontura

— Fadiga

— Alterações do humor

— Dificuldade para concentração e distúrbios da memória

O que causa a insônia?

A insônia pode ser decorrente de várias causas. Ocorre com frequência em pacientes com ansiedade, estresse e depressão. Manifesta-se também em pessoas que precisaram realizar funções durante a noite por período prolongado, seja no trabalho, ou cuidando de familiares enfermos ou crianças, fazendo a chamada “privação do sono”.

A insônia pode ainda ser consequência de hábitos não saudáveis no período da noite, que desviam o equilíbrio entre o sono e a vigília (período que estamos acordados), favorecendo o estado de vigília e dificultando o início do sono. A correção destes hábitos ruins é conhecida como Higiene do Sono. Algumas das principais recomendações da Higiene do Sono envolve:

— Estabelecer um horário regular para deitar e levantar da cama;

— Evitar o sedentarismo, praticando atividade física regularmente;

— Evitar assistir TV, assim como exposição a telas luminosas de celulares, tablets e Notebooks, nas horas próximas ao horário de dormir;

— Não ingerir bebidas alcoólicas, energéticos e derivados de cafeína;

— Evitar refeições em horário próximo ao de dormir.

Existem também alguns distúrbios do sono que não são desencadeados por causas externas, mas por alterações do funcionamento normal do cérebro durante esse período.

Como é realizado o tratamento da Insônia?

O tratamento envolve SEMPRE a identificação e mudança de hábitos inadequados para a boa higiene do sono. Porém, com certa frequência, a correção da higiene do sono, como tratamento isolado, pode não ser suficiente para resolução do problema, sendo necessário complementar a terapêutica com uso de medicamentos, por exemplo, até que se recupere a fisiologia da rotina do sono. Outros distúrbios também necessitam de tratamento específico, como, por exemplo, a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono. Nesses casos, a obstrução da respiração com momentos de pausas prolongadas da respiração, provoca microdespertares reduzindo a eficiência do sono.

Sono é qualidade de vida

Dormir bem é um dos principais influenciadores de uma boa qualidade de vida, interferindo em outras funções importantes como no humor, relacionamento com pessoas, produtividade no trabalho e em funções acadêmicas, memória, além de ter relação com as funções cardiovasculares e metabólicas.

Onde buscar ajuda quando se sofre de Insônia?

O Neurologista é o especialista capacitado para conduzir e tratar transtornos relacionados às funções cerebrais, como no caso dos distúrbios do sono. Irá direcionar os exames necessários, prestar as orientações e, quando necessário, prescreverá medicamentos que possam ajudar no sono.

Quem já passou por este problema, conhece bem a frustração de se sentir cansado e não conseguir dormir, bem como as consequências de um sono insuficiente. Se este é o seu caso, procure ajuda de um especialista para cuidar de você.

Neurologista: Como esse profissional atua?

Cuidar da saúde deve ser um hábito constante para todas as pessoas. E quando se trata disso, o médico neurologista pode, por meio do seu conhecimento profissional especializado, fazer a diferença na sua vida.

O que trata o neurologista?

O neurologista é o profissional médico habilitado para tratar as doenças do sistema nervoso. Algumas das doenças mais comuns tratadas pelo neurologista são:

  • Problemas de memória/Demências (como doença de Alzheimer);
  • Doenças cerebrovasculares (AVC), conhecidas como “derrames”;
  • Doenças degenerativas (como a esclerose lateral amiotrófica);
  • Infecções do sistema nervoso (como meningites e encefalites);
  • Cefaleia ou dor de cabeça;
  • Desmaios, crises convulsivas e epilepsias;
  • Doenças musculares e da junção do nervo com o músculo (como a miastenia gravis);
  • Doenças desmielinizantes (como a esclerose múltipla e a síndrome de Guillain-Barré);
  • Tremores/Distúrbios do movimento (como a doença de Parkinson);
  • Tonturas e vertigens;
  • Distúrbios do sono (insônia, excesso de sono, sono não restaurador, ronco, apneia do sono);
  • Neuropatias periféricas (como a polineuropatia diabética).

Como o neurologista é formado?

O neurologista é o médico com residência médica em neurologia.

A atuação desse profissional é ampla, pois abrange diagnósticos e tratamentos de doenças de diversas origens.

Atualmente, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil, sendo o neurologista o profissional mais preparado para o seu tratamento.

Para se tornar neurologista, é necessário ser médico (12 semestres no curso de medicina), além de 3 anos de residência médica em neurologia. Tudo isso para obter o amplo conhecimento que envolve a prática dessa área.

Essa é a formação mínima, pois todo médico deve investir permanentemente na atualização dos seus conhecimentos bem como na geração de novos conhecimentos. Novos métodos e técnicas são desenvolvidos e é importante que o profissional acompanhe essa mudança de forma constante para oferecer o melhor tratamento ao paciente.

Como é a rotina do neurologista?

O atendimento feito pelo neurologista inclui uma entrevista detalhada, seguida do exame físico. De acordo com os sintomas relatados e os sinais observados, o médico neurologista poderá elaborar algumas hipóteses diagnósticas e solicitará exames complementares, caso necessário. Os exames complementares mais comuns são os laboratoriais, ressonância magnética, tomografia, radiografia, ultrassonografia, eletroencefalograma, eletroneuromiografia, Doppler transcraniano e avaliação do líquor.

Após a conclusão do diagnóstico, o tratamento adequado é prescrito com medicações, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, mudanças nos hábitos de vida, controle com novos exames, dentre outros. Em alguns casos, o neurologista pode encaminhar o paciente para avaliação de um neurocirurgião quanto à possibilidade de tratamento cirúrgico.

Os neurologistas atuam tanto realizando atendimentos em consultório (e às vezes até domiciliar), quanto assistindo paciente em ambiente hospitalar.

Alguns médicos neurologistas se dedicam à realização de exames específicos como eletroneuromiografia e eletroencefalograma.

A atuação dos médicos neurologistas vai muito além das consultas e exames. Em casos de doenças graves, pacientes com sequelas e doenças incuráveis, os médicos neurologistas se envolvem também com a reabilitação, orientações de intervenções na rotina e na assistência ao paciente, focando na melhora de qualidade da sua vida.

E então, gostou do texto de hoje? Já sabe o que faz um neurologista? Se quiser continuar sabendo de novidades, acompanhe o nosso blog e as nossas redes sociais.

Neurocirurgião: o que faz este profissional e quais doenças que ele trata

O neurocirurgião é o médico especialista no tratamento de doenças do sistema nervoso central e periférico. Ele é o profissional capacitado para fazer diagnósticos e cirurgias das doenças que acometem o sistema nervoso.

Em termos anatômicos, nos referimos a regiões como o crânio, encéfalo (que compreende o cérebro, o cerebelo e o tronco cerebral), coluna vertebral, medula espinhal e os nervos.

A neurocirurgia é uma área bastante delicada que muitas vezes envolve o uso de microscópios, endoscópios e diversas ferramentas tecnológicas como neuronavegação, monitoração neurofisiológica e exames de imagem intra-operatórios que tornam, hoje em dia, os procedimentos muito mais seguros.

Não se deve confundir este profissional de saúde com o médico neurologista. Ambos tratam o mesmo sistema, fazem diagnósticos e prescrevem tratamentos, mas é o neurocirurgião que está habilitado a fazer cirurgias. Independentemente da idade do paciente (criança, adulto ou idoso), quando a indicação de tratamento tem possibilidade cirúrgica, o médico neurocirurgião é o profissional habilitado para avaliar, definir e tratar o paciente.

Os neurologistas concentram sua atuação em doenças que têm como foco outras estratégias de tratamento, que não a cirúrgica como, por exemplo, doença de Alzheimer, miastenia gravis e esclerose múltipla. Todavia, esses tratamentos são, em alguns casos, complementares e realizados em conjunto pelo neurologista e pelo neurocirurgião, como em alguns casos da doença de Parkinson, de epilepsia, doenças cerebrovasculares.

O atendimento feito pelo neurocirurgião inclui uma entrevista detalhada, seguida do exame físico. De acordo com os sintomas relatados e os sinais observados, o médico neurocirurgião poderá elaborar hipóteses diagnósticas e solicitará exames complementares, caso necessário. Os exames complementares mais comuns são os laboratoriais, ressonância magnética, tomografia, radiografia, ultrassonografia, eletroencefalograma, eletroneuromiografia, Doppler transcraniano e avaliação do líquor. Após a conclusão do diagnóstico, o neurocirurgião conclui se há necessidade de cirurgia ou se o tratamento será conservador (com medicações, fisioterapia, fonoaudiologia, controle com novos exames, dentre outros).

Quais são as doenças tratadas pelo neurocirurgião?

Como se trata de uma grande lista é normal que as doenças tratadas pelo médico neurocirurgião se categorizem em três grupos principais. Primeiro, as doenças do crânio e encéfalo. As mais comuns são os tumores intracranianos, aneurismas, traumatismo craniano, malformações como o Chiari e hidrocefalia. Além disso, doenças como epilepsia e doença de Parkinson podem ser tratadas, como já citado, em conjunto com neurologista e neurocirurgião, associando estratégias de tratamento clínico e cirúrgico.

Na segunda categoria, estão as doenças da coluna vertebral e medula espinhal. As mais comuns são dor lombar, hérnias de disco, estenose de canal lombar, desvios na coluna (como escoliose), tumores da coluna ou da medula espinhal. Essas doenças, mesmo quando não são cirúrgicas, devem ser acompanhadas e tratadas pelos neurocirurgiões.

Há também o terceiro grupo relacionado aos nervos periféricos. Aqui entram as lesões dos nervos como lesões traumáticas do plexo braquial ou dos nervos, tumores e doenças compressivas como síndrome do túnel do carpo.

Em que situações se deve procurar um neurocirurgião?

As doenças tratadas pelos médicos neurocirurgiões causam sinais e sintomas de acordo com o local que acometem. Queixas como dor de cabeça, tonturas, fraquezas, crises de convulsão, dor nas costas, dores nos membros, alterações da sensibilidade estão entre as mais relatadas para este profissional na primeira consulta, levando a adequada investigação e diagnóstico.

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