Neurologista: Como esse profissional atua?

Cuidar da saúde deve ser um hábito constante para todas as pessoas. E quando se trata disso, o médico neurologista pode, por meio do seu conhecimento profissional especializado, fazer a diferença na sua vida.

O que trata o neurologista?

O neurologista é o profissional médico habilitado para tratar as doenças do sistema nervoso. Algumas das doenças mais comuns tratadas pelo neurologista são:

  • Problemas de memória/Demências (como doença de Alzheimer);
  • Doenças cerebrovasculares (AVC), conhecidas como “derrames”;
  • Doenças degenerativas (como a esclerose lateral amiotrófica);
  • Infecções do sistema nervoso (como meningites e encefalites);
  • Cefaleia ou dor de cabeça;
  • Desmaios, crises convulsivas e epilepsias;
  • Doenças musculares e da junção do nervo com o músculo (como a miastenia gravis);
  • Doenças desmielinizantes (como a esclerose múltipla e a síndrome de Guillain-Barré);
  • Tremores/Distúrbios do movimento (como a doença de Parkinson);
  • Tonturas e vertigens;
  • Distúrbios do sono (insônia, excesso de sono, sono não restaurador, ronco, apneia do sono);
  • Neuropatias periféricas (como a polineuropatia diabética).

Como o neurologista é formado?

O neurologista é o médico com residência médica em neurologia.

A atuação desse profissional é ampla, pois abrange diagnósticos e tratamentos de doenças de diversas origens.

Atualmente, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil, sendo o neurologista o profissional mais preparado para o seu tratamento.

Para se tornar neurologista, é necessário ser médico (12 semestres no curso de medicina), além de 3 anos de residência médica em neurologia. Tudo isso para obter o amplo conhecimento que envolve a prática dessa área.

Essa é a formação mínima, pois todo médico deve investir permanentemente na atualização dos seus conhecimentos bem como na geração de novos conhecimentos. Novos métodos e técnicas são desenvolvidos e é importante que o profissional acompanhe essa mudança de forma constante para oferecer o melhor tratamento ao paciente.

Como é a rotina do neurologista?

O atendimento feito pelo neurologista inclui uma entrevista detalhada, seguida do exame físico. De acordo com os sintomas relatados e os sinais observados, o médico neurologista poderá elaborar algumas hipóteses diagnósticas e solicitará exames complementares, caso necessário. Os exames complementares mais comuns são os laboratoriais, ressonância magnética, tomografia, radiografia, ultrassonografia, eletroencefalograma, eletroneuromiografia, Doppler transcraniano e avaliação do líquor.

Após a conclusão do diagnóstico, o tratamento adequado é prescrito com medicações, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, mudanças nos hábitos de vida, controle com novos exames, dentre outros. Em alguns casos, o neurologista pode encaminhar o paciente para avaliação de um neurocirurgião quanto à possibilidade de tratamento cirúrgico.

Os neurologistas atuam tanto realizando atendimentos em consultório (e às vezes até domiciliar), quanto assistindo paciente em ambiente hospitalar.

Alguns médicos neurologistas se dedicam à realização de exames específicos como eletroneuromiografia e eletroencefalograma.

A atuação dos médicos neurologistas vai muito além das consultas e exames. Em casos de doenças graves, pacientes com sequelas e doenças incuráveis, os médicos neurologistas se envolvem também com a reabilitação, orientações de intervenções na rotina e na assistência ao paciente, focando na melhora de qualidade da sua vida.

E então, gostou do texto de hoje? Já sabe o que faz um neurologista? Se quiser continuar sabendo de novidades, acompanhe o nosso blog e as nossas redes sociais.

Neurocirurgião: o que faz este profissional e quais doenças que ele trata

O neurocirurgião é o médico especialista no tratamento de doenças do sistema nervoso central e periférico. Ele é o profissional capacitado para fazer diagnósticos e cirurgias das doenças que acometem o sistema nervoso.

Em termos anatômicos, nos referimos a regiões como o crânio, encéfalo (que compreende o cérebro, o cerebelo e o tronco cerebral), coluna vertebral, medula espinhal e os nervos.

A neurocirurgia é uma área bastante delicada que muitas vezes envolve o uso de microscópios, endoscópios e diversas ferramentas tecnológicas como neuronavegação, monitoração neurofisiológica e exames de imagem intra-operatórios que tornam, hoje em dia, os procedimentos muito mais seguros.

Não se deve confundir este profissional de saúde com o médico neurologista. Ambos tratam o mesmo sistema, fazem diagnósticos e prescrevem tratamentos, mas é o neurocirurgião que está habilitado a fazer cirurgias. Independentemente da idade do paciente (criança, adulto ou idoso), quando a indicação de tratamento tem possibilidade cirúrgica, o médico neurocirurgião é o profissional habilitado para avaliar, definir e tratar o paciente.

Os neurologistas concentram sua atuação em doenças que têm como foco outras estratégias de tratamento, que não a cirúrgica como, por exemplo, doença de Alzheimer, miastenia gravis e esclerose múltipla. Todavia, esses tratamentos são, em alguns casos, complementares e realizados em conjunto pelo neurologista e pelo neurocirurgião, como em alguns casos da doença de Parkinson, de epilepsia, doenças cerebrovasculares.

O atendimento feito pelo neurocirurgião inclui uma entrevista detalhada, seguida do exame físico. De acordo com os sintomas relatados e os sinais observados, o médico neurocirurgião poderá elaborar hipóteses diagnósticas e solicitará exames complementares, caso necessário. Os exames complementares mais comuns são os laboratoriais, ressonância magnética, tomografia, radiografia, ultrassonografia, eletroencefalograma, eletroneuromiografia, Doppler transcraniano e avaliação do líquor. Após a conclusão do diagnóstico, o neurocirurgião conclui se há necessidade de cirurgia ou se o tratamento será conservador (com medicações, fisioterapia, fonoaudiologia, controle com novos exames, dentre outros).

Quais são as doenças tratadas pelo neurocirurgião?

Como se trata de uma grande lista é normal que as doenças tratadas pelo médico neurocirurgião se categorizem em três grupos principais. Primeiro, as doenças do crânio e encéfalo. As mais comuns são os tumores intracranianos, aneurismas, traumatismo craniano, malformações como o Chiari e hidrocefalia. Além disso, doenças como epilepsia e doença de Parkinson podem ser tratadas, como já citado, em conjunto com neurologista e neurocirurgião, associando estratégias de tratamento clínico e cirúrgico.

Na segunda categoria, estão as doenças da coluna vertebral e medula espinhal. As mais comuns são dor lombar, hérnias de disco, estenose de canal lombar, desvios na coluna (como escoliose), tumores da coluna ou da medula espinhal. Essas doenças, mesmo quando não são cirúrgicas, devem ser acompanhadas e tratadas pelos neurocirurgiões.

Há também o terceiro grupo relacionado aos nervos periféricos. Aqui entram as lesões dos nervos como lesões traumáticas do plexo braquial ou dos nervos, tumores e doenças compressivas como síndrome do túnel do carpo.

Em que situações se deve procurar um neurocirurgião?

As doenças tratadas pelos médicos neurocirurgiões causam sinais e sintomas de acordo com o local que acometem. Queixas como dor de cabeça, tonturas, fraquezas, crises de convulsão, dor nas costas, dores nos membros, alterações da sensibilidade estão entre as mais relatadas para este profissional na primeira consulta, levando a adequada investigação e diagnóstico.

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