Noz Neurocentro atende por teleconsulta

Sempre ao seu lado e pensando na sua segurança e conforto, o NOZ Neurocentro já realiza de atendimento a distância (teleconsulta). O Governo Federal autorizou esta modalidade de atendimento em benefício da população, objetivando reduzir ao máximo a velocidade da expansão da COVID-19. Esta, sem dúvida, é uma forma de diminuir o fluxo de pacientes em hospitais.

Com a teleconsulta, o NOZ Neurocentro atende, além dos pacientes que podem vir até a nossa clínica, aqueles não devam se deslocar, mas precisem de assistência neurológica.

Obedecemos na teleconsulta todas as normas de segurança estabelecidas pelas autoridades de saúde, em especial as da Portaria N. 467 do Ministério da Saúde, de 20/03/2020, tornando possível a avaliação por videoconferência, a emissão de receitas, atestados e relatórios médicos, assim como a solicitação de exames. Tudo com a devida assinatura de certificação digital e encaminhado para o seu e-mail.

Se durante a sua teleconsulta o nosso especialista decidir pela necessidade de avaliação presencial, marcaremos um horário da sua conveniência para atender você no NOZ Neurocentro, ou, se preferir, o nosso especialista vai até a sua residência. Em qualquer modalidade de atendimento são mantidos todos os nossos critérios habituais de oferecer assistência médica de excelência, com eficácia, conforto e segurança.

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Existe relação entre problemas na coluna e dor de cabeça?

A resposta é sim! E a explicação é bem simples: grande parte das dores de cabeça está relacionada à sensação de incômodo (queimação, formigamento, pontada ou aperto) no couro cabeludo. E os nervos que transmitem esses tipos de sensação provêm exatamente da coluna cervical, na região do pescoço.

Portanto, uma doença que acomete o pescoço pode levar à dor de cabeça: desde traumatismos, passando por doenças reumatológicas, até mesmo alterações posturais da coluna cervical, como “posições viciosas” adquiridas pelo hábito de leitura e uso de smartphones e tablets.

O curioso é que os sintomas desse tipo dor de cabeça podem não necessariamente envolver dores cervicais. E mais: náuseas, vômitos, intolerância à luz e ao som podem estar presentes dentre as principais queixas, o que pode levar ao equívoco diagnóstico com as enxaquecas.

Para um diagnóstico preciso e confiável, procure o seu neurologista.

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Atividade física e seus benefícios para o Cérebro

“Mente sã, corpo são” é uma citação muito conhecida. Porém, nem todos sabem que o contrário também se faz verdadeiro. Muitos estudos comprovam que exercitar o corpo também é benéfico às funções cerebrais, ajudando assim no tratamento e prevenção de diversas doenças neurológicas.

Citaremos alguns exemplos de como a atividade física pode influenciar a saúde do cérebro.

Correndo da Dor de Cabeça

A Cefaleia é queixa frequente nos serviços hospitalares de urgência, bem como nos consultórios médicos. A atividade física regular faz parte das recomendações médicas no tratamento de cefaleias como Migrânea (Enxaqueca) e Cefaleia Tipo Tensional. Durante o exercício físico, substâncias como a endorfina e serotonina são liberadas, tornando o cérebro mais resistente à dor. O resultado é a diminuição da frequência, intensidade e duração das crises. Porém, pessoas portadoras de enxaqueca devem evitar atividades nos momentos das crises, optando pelo repouso.

Mergulhando no Sono

A prática de exercícios também está relacionada a melhora na qualidade do sono. Uma das explicações para este efeito relaciona o aumento de gasto energético promovido pelo exercício físico a uma maior necessidade de sono para que seja alcançado um balanço energético positivo.

Porém, exercícios de forte intensidade, praticados à noite próximo ao horário habitual de dormir, poderão retardar o sono, uma vez que favorecem temporariamente o estado de vigília. Caso o único horário disponível para a prática de exercícios seja à noite, é recomendado a escolha de atividades de menor intensidade.

Driblando o Estresse

Alterações no humor, como o estresse e a depressão, podem ser responsáveis pelos sintomas já citados acima. A atividade física pode melhorar o humor por meio dos seguintes mecanismos:

– A química do bem-estar. Endorfina, conhecida com o hormônio do prazer, tem níveis elevados de liberação durante a prática de exercícios, e daí a razão da característica sensação de bem-estar ao final dos treinos. Outras substâncias como a serotonina, testosterona, adrenalina e cortisol também são ativadas durante os exercícios.

– Limpando o estresse. Estudos demonstraram que músculos bem treinados produzem enzimas capazes de converter uma substância chamada de quinurenina, que costuma ser formada durante períodos de estresse.

Fortalecendo a Memória

Diversos estudos têm demonstrado efeitos benéficos da atividade física em vários aspectos cognitivos. Memória, atenção e raciocínio são importantes influenciadores na produtividade das pessoas seja no ambiente de trabalho, ou em tarefas acadêmicas. São também importantes determinantes da autonomia individual no processo de envelhecimento.

A curto prazo, é observado um aumento no fluxo sanguíneo cerebral com consequente melhora de oferta de nutrientes e oxigenação. Ocorre ainda um aumento na liberação de substâncias como a dopamina e noradrenalina, acentuando a ativação cerebral. A longo prazo, a melhora cognitiva se dá por meio de mecanismos envolvendo adaptações estruturais com formação de novas conexões entre os neurônios.

Agora, não faltam mais motivos para iniciar a prática dos exercícios. Cuide bem do seu cérebro, e tenha uma vida saudável, sem estresse ou dores de cabeça, aproveitando o que a vida tem de melhor.

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Saiba como o seu estado emocional pode estar ligado a dores de cabeça e dor na coluna

Quando o assunto é dor na coluna, é comum o problema ser associado à má postura, à idade, aos fatores genéticos, além de doenças ou fraturas. Já no caso das dores de cabeça ou cefaleia pode-se pensar também em distúrbios oftalmológicos, hipertensão arterial, entre outros. No entanto, a ansiedade, o estresse e até a depressão podem gerar dores crônicas no crânio e na coluna cervical. São as chamadas doenças psicossomáticas, ou seja, transtornos da mente que manifestam sintomas físicos.

Pesquisas recentes demonstram que 9 entre 10 brasileiros, no mercado de trabalho, sofrem de ansiedade – seja ela do grau mais leve ao incapacitante. E quase metade (47%) tem algum nível de depressão. Além disso, o estresse é o terceiro motivo que mais provoca afastamentos do trabalho por mais de 15 dias, de acordo com dados da Previdência Social.

Pessoas que não têm períodos de relaxamento, isto é, que não se “desestressam”, mantêm os músculos do corpo, e principalmente do tronco, em contração contínua, mesmo sem movimento do corpo, geram um consumo exacerbado de oxigênio, levando a alterações do metabolismo que causam aumento do ácido lático, principal causador das dores musculares.

Atualmente, a dor na coluna está entre as três principais queixas nos atendimentos feitos nos consultórios médicos e acomete quase 80% das pessoas na vida adulta, sendo ainda causa principal de afastamento do trabalho. Essa prevalência vem aumentando ainda mais nos dias de hoje em decorrência da obesidade, do sedentarismo, do aumento da vida média da população e de hábitos como o tabagismo.

Já a cefaleia, não menos incapacitante, também possui íntima relação com o quadro psicológico dos pacientes. Sintomas como ansiedade, transtornos depressivos e insônia podem servir como causa e/ou consequência da dor. Tais alterações precisam ser cuidadosamente observadas e o paciente deve ser inserido em um atendimento multidisciplinar focando no bem-estar e na qualidade de vida.

Além do médico neurologista, profissionais da psicologia, psiquiatria, medicina do sono, fisioterapia e terapia ocupacional desempenham papel primordial no tratamento da dor e visam o retorno do paciente às suas atividades diárias.

Por causa da falta de informação, a somatização pode gerar preconceito e a ideia de que a doença é “coisa da cabeça” do paciente, como se não existisse um problema físico ou a pessoa pudesse controlá-lo, se quisesse. Por isso, é muito comum o paciente não buscar ajuda por se sentir envergonhado ou culpado pelos sintomas que apresenta. Os sinais, no entanto, não devem ser ignorados. Provavelmente, todo mundo já somatizou algum problema – uma dor de cabeça no dia de uma prova ou um desarranjo intestinal em alguma situação de estresse. Quando os sintomas são frequentes ou intensos a ponto de interferir na vida diária e comprometer a rotina, é preciso procurar ajuda.

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Afinal, toda dor de cabeça pode ser um AVC?

O AVC é uma emergência médica. Atualmente, em conjunto com o grupo das doenças do aparelho circulatório, é a principal causa de morte no Brasil. A dor de cabeça ou cefaleia, por sua vez, é a queixa relativa ao sistema nervoso que mais comumente leva um paciente a uma consulta neurológica. É frequente o médico ouvir do paciente com dor de cabeça que ele tem medo de estar tendo um AVC. Entenda um pouco mais sobre essas duas situações.

A dor de cabeça pode ocorrer em 7 a 65% dos casos de AVC, porém por se tratar de um sintoma muito inespecífico, não deve ser considerada como sintoma mais relevante na suspeita de um AVC. Diversos quadros podem levar a crises de dor de cabeça, incluindo situações sem risco como crises de enxaqueca comum, cefaleia tensional e até quadros de infecção viral (como inflamação de garganta) ou sinusite, por exemplo.

Existem dois tipos de AVC: isquêmico e hemorrágico. O AVC isquêmico ocorre quando uma artéria é entupida e o cérebro que era nutrido por essa artéria entra em sofrimento e morre. Já o AVC hemorrágico ocorre quando há um sangramento espontâneo dentro do cérebro. Enquanto o AVC isquêmico muito raramente causa dor de cabeça, o hemorrágico pode, com mais frequência, se apresentar com quadro de cefaleia. O detalhe é que a dor de cabeça, normalmente, tem início súbito e é muito intensa.

Muitas vezes, os pacientes, que têm cefaleia associada ao AVC, descreve-na como “a pior dor de cabeça da vida”, sendo, frequentemente, associada a outros sintomas neurológicos como fraquezas, dificuldade na fala, alteração do equilíbrio, confusão mental, alteração da consciência, vômitos intensos ou até crise convulsiva. As dores de cabeça simples ou até mesmo enxaqueca (também chamada de migrânea), normalmente, começam mais leves e vão ficando mais intensas gradualmente.

Alguns tipos específicos de enxaqueca podem apresentar alterações transitórias das funções neurológicas como déficits motores ou alterações da visão, chamados de aura. Esses quadros específicos devem ser avaliados por um neurologista, médico especialista, para definir o diagnóstico e orientar o paciente adequadamente. Alguns pacientes que apresentam migrânea com aura têm risco aumentado de ter AVC, como mulheres que usam anticoncepcionais hormonais orais e pacientes fumantes, por exemplo.

O importante diante de um quadro de dor de cabeça frequente é procurar um neurologista, para ser avaliado e receber o diagnóstico correto. Quando a dor de cabeça estiver associada a outros sintomas neurológicos (conforme já citado), principalmente dificuldade para movimentação dos membros, paralisias na face ou dificuldades na fala, deve-se procurar uma emergência para ser avaliado e excluído quadro de AVC.

Cuide da sua saúde!

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NOZ Neurocentro presente no Encontro Anual da Sociedade Norte Americana de Cirurgia da Base do Crânio

NOZ Neurocentro presente no Encontro Anual da Sociedade Norte Americana de Cirurgia da Base do Crânio

Ocorreu entre os dias 13 e 17 de fevereiro, nos Estados Unidos, o 29th Annual Meeting of North American Skull Base Society (29º Encontro Anual da Sociedade Norte Americana de Cirurgia da Base do Crânio). O Dr. Luis Fernando, médico neurocirurgião do NOZ Neurocentro, esteve presente no evento, participou do curso prático pré-encontro (de acessos microcirúrgicos e endoscópicos à base do crânio) e foi co-autor de um trabalho científico apresentado lá.

“O profissional deve sempre oferecer o melhor e mais moderno cuidado disponível na medicina, para otimizar os resultados do cuidado dos seus pacientes. Muitas técnicas e estratégias modernas de diagnóstico e tratamento, possíveis de serem realizadas em nosso meio, foram discutidas e certamente serão incluídas em nossa rotina. O intercâmbio de informações e experiências com especialistas de grandes centros de todo o mundo é fundamental para que estejamos sempre praticando medicina de ponta”, disse o Dr. Luis Fernando.

Você sabe o que é cirurgia da base do crânio?

A cirurgia da base do crânio é uma área que se dedica ao diagnóstico e tratamento das doenças localizadas na região mais inferior do crânio, atrás dos olhos e do nariz, profunda à orelha interna, ou ouvido. É uma das áreas mais desafiadoras da medicina pelo seu difícil acesso. Além disso, lá se encontram muitos vasos e nervos importantes, o que a torna ainda mais delicada.

As doenças que mais frequentemente acometem essa região são de natureza tumoral (como meningiomas, schwannomas, adenomas, carcinomas) ou vascular (como aneurismas cerebrais, MAVs e cavernomas), mas também outras doenças como neuralgia do trigêmeo, espasmo hemifacial, cistos e fístula liquórica.

As estratégias cirúrgicas utilizadas nessa região contemplam a microcirurgia (normalmente o acesso é através de uma incisão feita no couro cabeludo e utiliza-se microscópio cirúrgico), endoscopia (normalmente o acesso é pelo nariz e utiliza-se o endoscópio) ou radiocirurgia (com equipamentos especiais que emitem radiação em dose alta num tempo único, sem cortes, como o Gamma Knife). Também é possível combinar essas estratégias, em alguns casos, de modo a obter mais segurança e melhores resultado nos tratamentos dessas lesões. Há casos em que pode haver participação de neurocirurgiões, otorrinolaringologistas e cirurgiões de cabeça e pescoço, pois a base do crânio é a área de intersecção de atuação dessas especialidades médicas.

Diversas doenças, hoje, podem ser curadas com o uso de técnicas modernas e seguras. Na neurocirurgia e na base do crânio não é diferente. “A maioria dos tumores de hipófise que necessitam de cirurgia, por exemplo, podem ser retirados pelo nariz utilizando-se endoscopia. Já os tumores da região do ângulo ponto-cerebelar e forame magno, por outro lado, na maioria das vezes, devem ser abordados por microcirurgia ou microcirurgia assistida por endoscopia. Essa tem sido a nossa rotina, assim como acontece nos maiores centros de neurocirurgia do Brasil e do mundo. Existem muitas ferramentas para tratar os pacientes de maneira cada vez mais segura. O importante é saber utilizar essas ferramentas e indicar a melhor estratégia em cada caso”, completou Dr. Luis Fernando.

Dor na Coluna

Dor na Coluna: Quais as possíveis causas?

Cerca de 90% das pessoas, eventualmente, vai apresentar algum tipo de dor nas costas ao longo da vida. O problema bastante comum na população e pode ocorrer de forma aguda (quando tem início rápido, começou há pouco tempo) ou crônica (quando dura por no mínimo três meses).

A região mais frequentemente acometida é a região lombar, caracterizando a lombalgia, um incômodo na parte mais baixa da coluna, acima da região das nádegas, e pode acontecer em qualquer idade, normalmente, entre os que não praticam atividades físicas regulares ou que fizeram algum esforço.

As causas são inúmeras e a identificação delas pelo médico neurocirurgião é essencial para que seja feito um diagnóstico correto para a indicação do tratamento adequado.

Entre as causas para a dor nas costas estão: a falta de atividade física regular, dores originadas da musculatura, das articulações, a hérnia de disco, escoliose, artrose (desgaste da coluna); assim como outras causas fora da coluna como cólica e problemas renais.

Um outro padrão de dor associado à coluna é a ciática. Essa é uma dor que se irradia no trajeto do nervo ciático, que segue da nádega para a região posterior da coxa, face lateral da perna e pé. A ciática é menos comum que a lombalgia (ocorre em 2% da população) e em 75% dos casos melhora dentro de 10 a 30 dias.

Quando ir ao médico?

É indicado ir ao médico quando as dores na coluna são intensas, constantes, não passam mesmo em repouso e surgem outros sintomas, como:

  • Dor na perna ou no glúteo;
  • Sensação de dormência ou formigamento nas costas, pernas ou glúteos;
  • Dificuldade para realizar movimentos, como andar, abaixar ou levantar;
  • Febre
  • Piora importante à noite

A ida ao médico neurocirurgião é importante para que sejam feitos exames que permitam concluir diagnóstico e, assim, iniciar o mais breve possível o tratamento, evitando a progressão da dor e complicações.

TRATAMENTOS

Quando o indivíduo passa a sentir incômodos constantes nas costas, ele deve se dirigir a um médico neurocirurgião para que o mesmo, com base em uma conversa sobre o tipo de dor (intensidade, frequência e local), possa realizar o diagnóstico inicial.

A partir da suspeita, o paciente será encaminhado para exames que possam confirmar o diagnóstico (radiografias, tomografia, ressonância magnética, entre outros – eles variam de acordo com o quadro clínico e seus sintomas). Em seguida, será possível determinar o melhor tratamento.

Geralmente, o tratamento inicial para dor nas costas é realizado com medicações analgésicas e reabilitação, como, por exemplo, a fisioterapia. Mas, pode até mesmo ser necessário tratamento cirúrgico, dependendo do caso.

Enxaqueca quais os sintomas e quando procurar um médico

ENXAQUECA: QUAIS OS SINTOMAS E QUANDO PROCURAR UM MÉDICO?

A enxaqueca é uma doença muito prevalente na população mundial e responsável por prejudicar ou incapacitar as pessoas no exercício de suas atividades diárias.

A enxaqueca é determinada geneticamente, onde a DOR É A PRÓPRIA DOENÇA, ou seja, não existe uma causa adquirida para o seu aparecimento. O que existem são fatores moduladores do próprio indivíduo ou do ambiente que podem interferir na expressão da doença.

Quais os sintomas?

Não há idade para a ocorrência da enxaqueca. Crianças, adolescentes e adultos podem apresentar a doença. Na infância, além de dor, a enxaqueca pode apresentar-se com vômitos, tontura e dor abdominal recorrente sem uma causa aparente. Na adolescência e na idade adulta, os sintomas são tipicamente dolorosos: dor de cabeça de moderada a forte intensidade, podendo ser localizada de um ou dos dois lados da cabeça, preferencialmente latejante, que duram pelo menos 4 horas no adulto e 2 horas na criança, e no máximo 72 horas, acompanha de náuseas e/ou vômitos e sensibilidade à luz e ao barulho.

A dor pode ser antecedida por alterações inespecíficas do humor, lentificação do pensamento, do raciocínio e sensação de esgotamento físico. Após o episódio doloroso, os sintomas, geralmente, incluem cansaço e sono excessivos. Algumas pessoas podem, até 1 hora antes de início da dor, apresentar embaçamento ou perda de parte do campo visual, além de sensação de dormência ou fraqueza de um lado do corpo. Esses sintomas são denominados de aura e geralmente desaparecem quando a dor inicia. Para o diagnóstico da enxaqueca são necessários 5 episódios de dor de cabeça como descrito acima e que não possam ser justificados por outra causa.

Quando procurar um especialista?

Episódios de dor 3 vezes ao mês, por um período mínimo de 3 meses, não necessariamente consecutivos, ao longo de um ano, e uma frequência menor de dor de cabeça por mês, porém muito intensa e incapacitante são sinais que exigem a procura de médico.

O especialista capacitado para o diagnóstico e tratamento das dores de cabeça é o médico neurologista.

E então, gostou do texto de hoje? Já sabe identificar sinais de uma enxaqueca? Se quiser continuar sabendo de novidades, acompanhe o nosso blog e as nossas redes sociais.

Enxaqueca

Enxaqueca: como evitá-la?

Podemos usar diversas medicações para prevenir e tratar a enxaqueca. Entretanto, trata-se de uma patologia complexa, em que só o tratamento com remédios não é suficiente para mantê-lo livre das dores. As medicações são apenas uma parte da história. Medidas comportamentais e estilo de vida saudável, muitas vezes, podem ser mais eficazes no controle das crises, reduzindo dessa forma a frequência e a gravidade da dor.

O que eu devo fazer?

  1. Durma bem. As crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por uma noite de sono mal dormida.
    – Estabeleça horários regulares de sono.

– Os cochilos durante o dia devem ser curtos, pois se excederem 20 a 30 min podem atrapalhar o sono noturno.

– Exercícios intensos, refeições pesadas, cafeína, nicotina e álcool podem interferir no sono.
– Não assista televisão ou leve materiais de trabalho para a cama.

  1. Alimente-se com inteligência. Seus hábitos alimentares podem influenciar sua enxaqueca.

– Coma regularmente.
– Não pule as refeições. O jejum aumenta o risco de enxaqueca.
– Mantenha um diário alimentar para tentar identificar potenciais desencadeantes e, então, evitá-los.

  1. Exercite-se regularmente.

Durante a atividade física, seu corpo libera certas substâncias químicas que bloqueiam sinais de dor em seu cérebro. A obesidade também aumenta o risco de dores de cabeça crônicas, portanto, manter o peso saudável por meio de exercícios e alimentação pode proporcionar benefícios adicionais no manejo da enxaqueca. Lembre-se que exercícios intensos podem piorar as crises.

  1. Atenção para luz, ruídos e clima

Evite ruídos altos e luzes brilhantes

A alta umidade e as temperaturas quentes podem estimular dores de cabeça, bem como dias chuvosos.

  1. Reduzir o estresse

Normalmente, o estresse e a enxaqueca andam lado a lado. Você não pode excluir completamente o estresse da sua rotina, mas pode deixá-lo sob controle e evitar crises de enxaqueca. Faça um controle rigoroso da sua agenda e gerencie seu tempo. Não esqueça de reservar um tempo para atividade física e para fazer coisas que lhe dão prazer, como estar com a família e os amigos ou fazer o seu hobby preferido. A prática de atividades que lhe dão prazer é uma forma natural de combater o estresse.

Como o neurologista pode ajudar no combate a insônia

O que é insônia e como reconhecer seus sintomas?

A insônia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta 40% da população brasileira. O sono é uma das várias funções desempenhadas pelo cérebro, que ocorre principalmente no período da noite, quando haverá a produção de substâncias cerebrais e a realização de atividades neurais importantes para o seu perfeito funcionamento durante o dia. Quando esta função é prejudicada de forma persistente, como na Insônia Crônica, vários sintomas poderão ocorrer como:

— Sensação de sono não restaurador ao despertar

— Sonolência diurna

— Dor de cabeça

— Tontura

— Fadiga

— Alterações do humor

— Dificuldade para concentração e distúrbios da memória

O que causa a insônia?

A insônia pode ser decorrente de várias causas. Ocorre com frequência em pacientes com ansiedade, estresse e depressão. Manifesta-se também em pessoas que precisaram realizar funções durante a noite por período prolongado, seja no trabalho, ou cuidando de familiares enfermos ou crianças, fazendo a chamada “privação do sono”.

A insônia pode ainda ser consequência de hábitos não saudáveis no período da noite, que desviam o equilíbrio entre o sono e a vigília (período que estamos acordados), favorecendo o estado de vigília e dificultando o início do sono. A correção destes hábitos ruins é conhecida como Higiene do Sono. Algumas das principais recomendações da Higiene do Sono envolve:

— Estabelecer um horário regular para deitar e levantar da cama;

— Evitar o sedentarismo, praticando atividade física regularmente;

— Evitar assistir TV, assim como exposição a telas luminosas de celulares, tablets e Notebooks, nas horas próximas ao horário de dormir;

— Não ingerir bebidas alcoólicas, energéticos e derivados de cafeína;

— Evitar refeições em horário próximo ao de dormir.

Existem também alguns distúrbios do sono que não são desencadeados por causas externas, mas por alterações do funcionamento normal do cérebro durante esse período.

Como é realizado o tratamento da Insônia?

O tratamento envolve SEMPRE a identificação e mudança de hábitos inadequados para a boa higiene do sono. Porém, com certa frequência, a correção da higiene do sono, como tratamento isolado, pode não ser suficiente para resolução do problema, sendo necessário complementar a terapêutica com uso de medicamentos, por exemplo, até que se recupere a fisiologia da rotina do sono. Outros distúrbios também necessitam de tratamento específico, como, por exemplo, a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono. Nesses casos, a obstrução da respiração com momentos de pausas prolongadas da respiração, provoca microdespertares reduzindo a eficiência do sono.

Sono é qualidade de vida

Dormir bem é um dos principais influenciadores de uma boa qualidade de vida, interferindo em outras funções importantes como no humor, relacionamento com pessoas, produtividade no trabalho e em funções acadêmicas, memória, além de ter relação com as funções cardiovasculares e metabólicas.

Onde buscar ajuda quando se sofre de Insônia?

O Neurologista é o especialista capacitado para conduzir e tratar transtornos relacionados às funções cerebrais, como no caso dos distúrbios do sono. Irá direcionar os exames necessários, prestar as orientações e, quando necessário, prescreverá medicamentos que possam ajudar no sono.

Quem já passou por este problema, conhece bem a frustração de se sentir cansado e não conseguir dormir, bem como as consequências de um sono insuficiente. Se este é o seu caso, procure ajuda de um especialista para cuidar de você.