Como evitar crises em pacientes com epilepsia

A epilepsia é uma doença caracterizada pela presença de eventos convulsivos chamados de crises. O objetivo do tratamento é oferecer ao paciente uma rotina normal e saudável com controle das crises. O tratamento da epilepsia pode ser medicamentoso ou cirúrgico.

Confira algumas dicas importantes que podem evitar crises.

  • Use a medicação regularmente, conforme a prescrição do seu neurologista. O uso irregular de medicação é uma das principais causas de descompensação de crises em pacientes com epilepsia;
  • Evite ingerir bebidas alcoólicas. Dependendo da medicação que o paciente usa, a ingestão de bebidas alcoólicas é proibida. Em outras, o seu efeito pode ser alterado, predispondo a crises. Converse com o seu neurologista;
  • Evite perder noites de sono ou trocar o dia pela noite. A privação do sono, aguda ou crônica, afeta a fisiologia do cérebro e predispõe a ocorrência de crises convulsivas;
  • Mantenha uma dieta balanceada e pratique atividades físicas regularmente.

Em caso de dúvidas, procure um especialista. O neurologista é o médico habilitado a avaliar, diagnosticar e cuidar desses pacientes.

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3 Mitos sobre a epilepsia

A epilepsia é, ainda hoje, carregada de mitos pela falta de conhecimento de grande parte das pessoas sobre a doença. Isso traz um prejuízo importante na relação social e na rotina das pessoas com epilepsia.

Vamos desmistificar 3 coisas em que muitas pessoas acreditam, mas não passam de mito.

1. Contato com saliva ou outras secreções do doente transmite, epilepsia. Secreções da pessoa em crise, como a saliva ou urina, não transmitem epilepsia. A epilepsia NÃO é uma doença contagiosa.

2. Abra a boca da pessoa em crise e puxe a língua, pois ela pode enrolar e matá-lo. Durante uma crise convulsiva, não se deve forçar a abertura da boca da pessoa em crise, puxar a língua e nem colocar objetos entre os dentes. Isso pode machucar de maneira grave tanto a pessoa em crise quanto a que está tentando ajudar de maneira errada. Na vigência da crise, a respiração fica ruidosa e o que deve ser feito é deitar o paciente numa área protegida com a cabeça virada para o lado, fazendo com que secreções como saliva excessiva e vômitos saiam da boca e não sejam aspiradas para os pulmões.

3. Quem tem epilepsia não pode dirigir. Existem normas específicas do Detran que definem as condições em que um paciente com epilepsia pode ou não ser autorizado a dirigir veículos automotores.

Em caso de dúvidas, procure um especialista. O neurologista é o médico habilitado a avaliar, diagnosticar e cuidar desses pacientes.

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O que fazer diante de um paciente com crise de epilepsia?

Os eventos epilépticos, normalmente, geram muito medo e ansiedade nas pessoas que o presenciam. Aprenda medidas corretas que possam ajudar a pessoa que está em crise e reduzir os riscos de que ela se machuque.

  • 1. Mantenha a calma! A maioria das crises se resolverá em alguns segundos ou poucos minutos;
  • 2. Deite a pessoa, se possível no chão, distante de objetos. Isso evitará quedas e também evitará que se machuque em objetos próximos;
  • 3. Coloque a pessoa de lado com cuidado. Isso evitará que ela se engasgue com vômito ou com a própria saliva;
  • 4. Se puder, coloque um apoio confortável sob a cabeça da pessoa. Isso vai deixá-lo mais confortável e evitar que machuque o crânio;
  • 5. Desaperte roupas e utensílios apertados, como cintos e gravatas;
  • 6. Se a crise não se resolver em até 3 minutos, leve o paciente para uma emergência.

Mas ATENÇÃO ao que não deve ser feito.

  1. Jamais coloque suas mãos ou quaisquer objetos dentro da boca da pessoa ou tente puxar sua língua;
  2. Também não segure os braços ou as pernas tentando parar os tremores, você não conseguirá e pode machucá-lo;
  3. Evite dar água, outras bebidas ou alimentos para a pessoa em crise.

Em caso de dúvidas, procure um especialista. O neurologista é o médico habilitado a avaliar, diagnosticar e cuidar desses pacientes.

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Doença de Parkinson: muito além de tremor

Você sabia que é possível alguém ter doença de Parkinson e não ter tremores tão evidentes?

Sim! Isso mesmo. Conheça um pouco mais sobre a doença de Parkinson neste post.

A doença de Parkinson atinge principalmente pessoas acima dos 60 anos e progressivamente afeta a capacidade de realizar as atividades diárias.

As manifestações motoras principais da doença de Parkinson são a bradicinesia, o tremor, a rigidez e a instabilidade postural.

  • Bradicinesia: significa a diminuição da velocidade dos movimentos. É a característica motora principal e o critério diagnóstico obrigatório para doença de Parkinson. É percebida através da redução de movimentação global, onde o paciente demora mais tempo que o habitual para realizar atividades motoras diárias, como afazeres de casa ou do trabalho. De forma mais objetiva, há uma redução da velocidade de marcha, quando o paciente passa a andar com passos cada vez mais curtos, denominada “marcha em pequenos passos”. Também é notada quando os pacientes passam a apresentar pobreza de expressão facial, com redução dos piscares e redução de movimentos de abertura dos lábios. Outra forma de manifestação da bradicinesia traduz-se na redução do tamanho das letras e palavras, denominada de micrografia.
  • Tremor: é o sintoma da doença de Parkinson mais conhecido popularmente. Pode estar ausente em alguns pacientes, que foge dos ditos populares de que todo paciente com doença de Parkinson treme. Nos casos em que o tremor aparece, este ocorre principalmente em repouso, de um modo ritmado, lento e amplo, podendo acometer um ou os dois lados do corpo, como também outras regiões como lábios e queixo.
  • Rigidez muscular: os músculos ficam “duros”, rígidos, dificultando a sua movimentação
  • Instabilidade postural: perda dos reflexos posturais com tendência maior a perda de equilíbrio e quedas.

Outros sinais da doença são a dificuldade para engolir alimentos, como gerenciar saliva; redução no volume de voz, tornando a voz monótona e de tom baixo; postura encurvada tornando a curvatura da coluna mais acentuada.

Existem duas formas de manifestação da doença. A forma tremulante e a forma rígido-acinética. A forma tremulante é a forma mais comum. Nesta, além dos sintomas de bradicinesia existe o tremor característico, podendo ou não apresentar nas fases iniciais da doença rigidez e/ou instabilidade postural. Na forma rígido-acinética ocorre bradicinesia marcante, com tremor pouco significativo ou ausente.

Mas você sabia que há ainda um grupo de outras alterações não-motoras muito importantes, como distúrbio do sono e da alteração do olfato, por exemplo?

Em caso de dúvidas, procure um especialista. O neurologista é o médico habilitado a avaliar, diagnosticar e cuidar desses pacientes.

A doença de Parkinson prejudica outras funções além dos movimentos?

Sim! Isso mesmo! Os pacientes podem apresentar alterações de sono, alterações do ritmo intestinal, alterações urinárias, maior sensibilidade a dor, alterações do olfato, alterações da libido, alterações cognitivas, tonturas e também alterações psiquiatras.

As alterações do sono incluem insônia, pesadelos frequentes, sensação de “sonhar acordado ou sonhos vívidos”, movimentos de inquietude dos braços e pernas durante o sono, sonolência diurna, quando passam a ter mais sono durante o dia que durante a noite.

As alterações do ritmo intestinal incluem principalmente a constipação intestinal, com redução na frequência e volume das evacuações.

As alterações urinárias manifestam-se por aumento da frequência urinária durante a noite, que faz o paciente levantar-se para ir ao banheiro inúmeras vezes no período noturno

A sensibilidade dolorosa é maior nos pacientes com doença de Parkinson, onde eles apresentam dor vaga, difusa e mal definida, geralmente, associada a fadiga e falta de energia para realizar atividades diárias.

As alterações do olfato incluem redução do olfato, passando a sentir menos o cheiro e ou sabor dos alimentos, como também perversão do olfato, com sensação distorcida dos odores.

Os pacientes com doença de Parkinson podem apresentar alterações da libido, com redução do desejo sexual.

As alterações cognitivas podem aparecer em fases mais tardias da doença comprometendo principalmente as funções executivas e visuo-espaciais em vez de memória.

As tonturas são frequentes em paciente com doença de Parkinson, principalmente, ao levantar e nas primeiras horas da manhã, com sensação de escurecimento visual de duração de segundos, podendo levar a quedas e desmaios.

As alterações psiquiatras são frequente em paciente com a doença de Parkinson e incluem transtorno depressivo e sintomas de ansiedade. O paciente pode tornar-se mais triste, perder o prazer de realizar atividades que antes lhe dava prazer, isolar-se, tornar-se menos comunicativo, ficar mais emotivo ou choroso. Pode também apresentar-se mais nervoso, impaciente, de comportamento mais explosivo e impulsivo.

Os sintomas descritos acima são denominados de sintomas não motores. Estes podem aparecem vários anos antes do início dos sintomas motores da doença (bradicinesia, tremor, rigidez e instabilidade postural) e perdurar durante toda a doença, tornando-se cada vez mais intensos e piorando demasiadamente a qualidade de vida dos pacientes com a doença de Parkinson.

Se você ou alguém de sua família apresentar esses sintomas, procure o médico neurologista. O quanto antes o fizer, melhor.

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