Noz Neurocentro atende por teleconsulta

Sempre ao seu lado e pensando na sua segurança e conforto, o NOZ Neurocentro já realiza de atendimento a distância (teleconsulta). O Governo Federal autorizou esta modalidade de atendimento em benefício da população, objetivando reduzir ao máximo a velocidade da expansão da COVID-19. Esta, sem dúvida, é uma forma de diminuir o fluxo de pacientes em hospitais.

Com a teleconsulta, o NOZ Neurocentro atende, além dos pacientes que podem vir até a nossa clínica, aqueles não devam se deslocar, mas precisem de assistência neurológica.

Obedecemos na teleconsulta todas as normas de segurança estabelecidas pelas autoridades de saúde, em especial as da Portaria N. 467 do Ministério da Saúde, de 20/03/2020, tornando possível a avaliação por videoconferência, a emissão de receitas, atestados e relatórios médicos, assim como a solicitação de exames. Tudo com a devida assinatura de certificação digital e encaminhado para o seu e-mail.

Se durante a sua teleconsulta o nosso especialista decidir pela necessidade de avaliação presencial, marcaremos um horário da sua conveniência para atender você no NOZ Neurocentro, ou, se preferir, o nosso especialista vai até a sua residência. Em qualquer modalidade de atendimento são mantidos todos os nossos critérios habituais de oferecer assistência médica de excelência, com eficácia, conforto e segurança.

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Como evitar crises em pacientes com epilepsia

A epilepsia é uma doença caracterizada pela presença de eventos convulsivos chamados de crises. O objetivo do tratamento é oferecer ao paciente uma rotina normal e saudável com controle das crises. O tratamento da epilepsia pode ser medicamentoso ou cirúrgico.

Confira algumas dicas importantes que podem evitar crises.

  • Use a medicação regularmente, conforme a prescrição do seu neurologista. O uso irregular de medicação é uma das principais causas de descompensação de crises em pacientes com epilepsia;
  • Evite ingerir bebidas alcoólicas. Dependendo da medicação que o paciente usa, a ingestão de bebidas alcoólicas é proibida. Em outras, o seu efeito pode ser alterado, predispondo a crises. Converse com o seu neurologista;
  • Evite perder noites de sono ou trocar o dia pela noite. A privação do sono, aguda ou crônica, afeta a fisiologia do cérebro e predispõe a ocorrência de crises convulsivas;
  • Mantenha uma dieta balanceada e pratique atividades físicas regularmente.

Em caso de dúvidas, procure um especialista. O neurologista é o médico habilitado a avaliar, diagnosticar e cuidar desses pacientes.

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3 Mitos sobre a epilepsia

A epilepsia é, ainda hoje, carregada de mitos pela falta de conhecimento de grande parte das pessoas sobre a doença. Isso traz um prejuízo importante na relação social e na rotina das pessoas com epilepsia.

Vamos desmistificar 3 coisas em que muitas pessoas acreditam, mas não passam de mito.

1. Contato com saliva ou outras secreções do doente transmite, epilepsia. Secreções da pessoa em crise, como a saliva ou urina, não transmitem epilepsia. A epilepsia NÃO é uma doença contagiosa.

2. Abra a boca da pessoa em crise e puxe a língua, pois ela pode enrolar e matá-lo. Durante uma crise convulsiva, não se deve forçar a abertura da boca da pessoa em crise, puxar a língua e nem colocar objetos entre os dentes. Isso pode machucar de maneira grave tanto a pessoa em crise quanto a que está tentando ajudar de maneira errada. Na vigência da crise, a respiração fica ruidosa e o que deve ser feito é deitar o paciente numa área protegida com a cabeça virada para o lado, fazendo com que secreções como saliva excessiva e vômitos saiam da boca e não sejam aspiradas para os pulmões.

3. Quem tem epilepsia não pode dirigir. Existem normas específicas do Detran que definem as condições em que um paciente com epilepsia pode ou não ser autorizado a dirigir veículos automotores.

Em caso de dúvidas, procure um especialista. O neurologista é o médico habilitado a avaliar, diagnosticar e cuidar desses pacientes.

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O que fazer diante de um paciente com crise de epilepsia?

Os eventos epilépticos, normalmente, geram muito medo e ansiedade nas pessoas que o presenciam. Aprenda medidas corretas que possam ajudar a pessoa que está em crise e reduzir os riscos de que ela se machuque.

  • 1. Mantenha a calma! A maioria das crises se resolverá em alguns segundos ou poucos minutos;
  • 2. Deite a pessoa, se possível no chão, distante de objetos. Isso evitará quedas e também evitará que se machuque em objetos próximos;
  • 3. Coloque a pessoa de lado com cuidado. Isso evitará que ela se engasgue com vômito ou com a própria saliva;
  • 4. Se puder, coloque um apoio confortável sob a cabeça da pessoa. Isso vai deixá-lo mais confortável e evitar que machuque o crânio;
  • 5. Desaperte roupas e utensílios apertados, como cintos e gravatas;
  • 6. Se a crise não se resolver em até 3 minutos, leve o paciente para uma emergência.

Mas ATENÇÃO ao que não deve ser feito.

  1. Jamais coloque suas mãos ou quaisquer objetos dentro da boca da pessoa ou tente puxar sua língua;
  2. Também não segure os braços ou as pernas tentando parar os tremores, você não conseguirá e pode machucá-lo;
  3. Evite dar água, outras bebidas ou alimentos para a pessoa em crise.

Em caso de dúvidas, procure um especialista. O neurologista é o médico habilitado a avaliar, diagnosticar e cuidar desses pacientes.

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Doença de Parkinson: muito além de tremor

Você sabia que é possível alguém ter doença de Parkinson e não ter tremores tão evidentes?

Sim! Isso mesmo. Conheça um pouco mais sobre a doença de Parkinson neste post.

A doença de Parkinson atinge principalmente pessoas acima dos 60 anos e progressivamente afeta a capacidade de realizar as atividades diárias.

As manifestações motoras principais da doença de Parkinson são a bradicinesia, o tremor, a rigidez e a instabilidade postural.

  • Bradicinesia: significa a diminuição da velocidade dos movimentos. É a característica motora principal e o critério diagnóstico obrigatório para doença de Parkinson. É percebida através da redução de movimentação global, onde o paciente demora mais tempo que o habitual para realizar atividades motoras diárias, como afazeres de casa ou do trabalho. De forma mais objetiva, há uma redução da velocidade de marcha, quando o paciente passa a andar com passos cada vez mais curtos, denominada “marcha em pequenos passos”. Também é notada quando os pacientes passam a apresentar pobreza de expressão facial, com redução dos piscares e redução de movimentos de abertura dos lábios. Outra forma de manifestação da bradicinesia traduz-se na redução do tamanho das letras e palavras, denominada de micrografia.
  • Tremor: é o sintoma da doença de Parkinson mais conhecido popularmente. Pode estar ausente em alguns pacientes, que foge dos ditos populares de que todo paciente com doença de Parkinson treme. Nos casos em que o tremor aparece, este ocorre principalmente em repouso, de um modo ritmado, lento e amplo, podendo acometer um ou os dois lados do corpo, como também outras regiões como lábios e queixo.
  • Rigidez muscular: os músculos ficam “duros”, rígidos, dificultando a sua movimentação
  • Instabilidade postural: perda dos reflexos posturais com tendência maior a perda de equilíbrio e quedas.

Outros sinais da doença são a dificuldade para engolir alimentos, como gerenciar saliva; redução no volume de voz, tornando a voz monótona e de tom baixo; postura encurvada tornando a curvatura da coluna mais acentuada.

Existem duas formas de manifestação da doença. A forma tremulante e a forma rígido-acinética. A forma tremulante é a forma mais comum. Nesta, além dos sintomas de bradicinesia existe o tremor característico, podendo ou não apresentar nas fases iniciais da doença rigidez e/ou instabilidade postural. Na forma rígido-acinética ocorre bradicinesia marcante, com tremor pouco significativo ou ausente.

Mas você sabia que há ainda um grupo de outras alterações não-motoras muito importantes, como distúrbio do sono e da alteração do olfato, por exemplo?

Em caso de dúvidas, procure um especialista. O neurologista é o médico habilitado a avaliar, diagnosticar e cuidar desses pacientes.

A doença de Parkinson prejudica outras funções além dos movimentos?

Sim! Isso mesmo! Os pacientes podem apresentar alterações de sono, alterações do ritmo intestinal, alterações urinárias, maior sensibilidade a dor, alterações do olfato, alterações da libido, alterações cognitivas, tonturas e também alterações psiquiatras.

As alterações do sono incluem insônia, pesadelos frequentes, sensação de “sonhar acordado ou sonhos vívidos”, movimentos de inquietude dos braços e pernas durante o sono, sonolência diurna, quando passam a ter mais sono durante o dia que durante a noite.

As alterações do ritmo intestinal incluem principalmente a constipação intestinal, com redução na frequência e volume das evacuações.

As alterações urinárias manifestam-se por aumento da frequência urinária durante a noite, que faz o paciente levantar-se para ir ao banheiro inúmeras vezes no período noturno

A sensibilidade dolorosa é maior nos pacientes com doença de Parkinson, onde eles apresentam dor vaga, difusa e mal definida, geralmente, associada a fadiga e falta de energia para realizar atividades diárias.

As alterações do olfato incluem redução do olfato, passando a sentir menos o cheiro e ou sabor dos alimentos, como também perversão do olfato, com sensação distorcida dos odores.

Os pacientes com doença de Parkinson podem apresentar alterações da libido, com redução do desejo sexual.

As alterações cognitivas podem aparecer em fases mais tardias da doença comprometendo principalmente as funções executivas e visuo-espaciais em vez de memória.

As tonturas são frequentes em paciente com doença de Parkinson, principalmente, ao levantar e nas primeiras horas da manhã, com sensação de escurecimento visual de duração de segundos, podendo levar a quedas e desmaios.

As alterações psiquiatras são frequente em paciente com a doença de Parkinson e incluem transtorno depressivo e sintomas de ansiedade. O paciente pode tornar-se mais triste, perder o prazer de realizar atividades que antes lhe dava prazer, isolar-se, tornar-se menos comunicativo, ficar mais emotivo ou choroso. Pode também apresentar-se mais nervoso, impaciente, de comportamento mais explosivo e impulsivo.

Os sintomas descritos acima são denominados de sintomas não motores. Estes podem aparecem vários anos antes do início dos sintomas motores da doença (bradicinesia, tremor, rigidez e instabilidade postural) e perdurar durante toda a doença, tornando-se cada vez mais intensos e piorando demasiadamente a qualidade de vida dos pacientes com a doença de Parkinson.

Se você ou alguém de sua família apresentar esses sintomas, procure o médico neurologista. O quanto antes o fizer, melhor.

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Existe relação entre problemas na coluna e dor de cabeça?

A resposta é sim! E a explicação é bem simples: grande parte das dores de cabeça está relacionada à sensação de incômodo (queimação, formigamento, pontada ou aperto) no couro cabeludo. E os nervos que transmitem esses tipos de sensação provêm exatamente da coluna cervical, na região do pescoço.

Portanto, uma doença que acomete o pescoço pode levar à dor de cabeça: desde traumatismos, passando por doenças reumatológicas, até mesmo alterações posturais da coluna cervical, como “posições viciosas” adquiridas pelo hábito de leitura e uso de smartphones e tablets.

O curioso é que os sintomas desse tipo dor de cabeça podem não necessariamente envolver dores cervicais. E mais: náuseas, vômitos, intolerância à luz e ao som podem estar presentes dentre as principais queixas, o que pode levar ao equívoco diagnóstico com as enxaquecas.

Para um diagnóstico preciso e confiável, procure o seu neurologista.

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Atividade física e seus benefícios para o Cérebro

“Mente sã, corpo são” é uma citação muito conhecida. Porém, nem todos sabem que o contrário também se faz verdadeiro. Muitos estudos comprovam que exercitar o corpo também é benéfico às funções cerebrais, ajudando assim no tratamento e prevenção de diversas doenças neurológicas.

Citaremos alguns exemplos de como a atividade física pode influenciar a saúde do cérebro.

Correndo da Dor de Cabeça

A Cefaleia é queixa frequente nos serviços hospitalares de urgência, bem como nos consultórios médicos. A atividade física regular faz parte das recomendações médicas no tratamento de cefaleias como Migrânea (Enxaqueca) e Cefaleia Tipo Tensional. Durante o exercício físico, substâncias como a endorfina e serotonina são liberadas, tornando o cérebro mais resistente à dor. O resultado é a diminuição da frequência, intensidade e duração das crises. Porém, pessoas portadoras de enxaqueca devem evitar atividades nos momentos das crises, optando pelo repouso.

Mergulhando no Sono

A prática de exercícios também está relacionada a melhora na qualidade do sono. Uma das explicações para este efeito relaciona o aumento de gasto energético promovido pelo exercício físico a uma maior necessidade de sono para que seja alcançado um balanço energético positivo.

Porém, exercícios de forte intensidade, praticados à noite próximo ao horário habitual de dormir, poderão retardar o sono, uma vez que favorecem temporariamente o estado de vigília. Caso o único horário disponível para a prática de exercícios seja à noite, é recomendado a escolha de atividades de menor intensidade.

Driblando o Estresse

Alterações no humor, como o estresse e a depressão, podem ser responsáveis pelos sintomas já citados acima. A atividade física pode melhorar o humor por meio dos seguintes mecanismos:

– A química do bem-estar. Endorfina, conhecida com o hormônio do prazer, tem níveis elevados de liberação durante a prática de exercícios, e daí a razão da característica sensação de bem-estar ao final dos treinos. Outras substâncias como a serotonina, testosterona, adrenalina e cortisol também são ativadas durante os exercícios.

– Limpando o estresse. Estudos demonstraram que músculos bem treinados produzem enzimas capazes de converter uma substância chamada de quinurenina, que costuma ser formada durante períodos de estresse.

Fortalecendo a Memória

Diversos estudos têm demonstrado efeitos benéficos da atividade física em vários aspectos cognitivos. Memória, atenção e raciocínio são importantes influenciadores na produtividade das pessoas seja no ambiente de trabalho, ou em tarefas acadêmicas. São também importantes determinantes da autonomia individual no processo de envelhecimento.

A curto prazo, é observado um aumento no fluxo sanguíneo cerebral com consequente melhora de oferta de nutrientes e oxigenação. Ocorre ainda um aumento na liberação de substâncias como a dopamina e noradrenalina, acentuando a ativação cerebral. A longo prazo, a melhora cognitiva se dá por meio de mecanismos envolvendo adaptações estruturais com formação de novas conexões entre os neurônios.

Agora, não faltam mais motivos para iniciar a prática dos exercícios. Cuide bem do seu cérebro, e tenha uma vida saudável, sem estresse ou dores de cabeça, aproveitando o que a vida tem de melhor.

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Saiba como o seu estado emocional pode estar ligado a dores de cabeça e dor na coluna

Quando o assunto é dor na coluna, é comum o problema ser associado à má postura, à idade, aos fatores genéticos, além de doenças ou fraturas. Já no caso das dores de cabeça ou cefaleia pode-se pensar também em distúrbios oftalmológicos, hipertensão arterial, entre outros. No entanto, a ansiedade, o estresse e até a depressão podem gerar dores crônicas no crânio e na coluna cervical. São as chamadas doenças psicossomáticas, ou seja, transtornos da mente que manifestam sintomas físicos.

Pesquisas recentes demonstram que 9 entre 10 brasileiros, no mercado de trabalho, sofrem de ansiedade – seja ela do grau mais leve ao incapacitante. E quase metade (47%) tem algum nível de depressão. Além disso, o estresse é o terceiro motivo que mais provoca afastamentos do trabalho por mais de 15 dias, de acordo com dados da Previdência Social.

Pessoas que não têm períodos de relaxamento, isto é, que não se “desestressam”, mantêm os músculos do corpo, e principalmente do tronco, em contração contínua, mesmo sem movimento do corpo, geram um consumo exacerbado de oxigênio, levando a alterações do metabolismo que causam aumento do ácido lático, principal causador das dores musculares.

Atualmente, a dor na coluna está entre as três principais queixas nos atendimentos feitos nos consultórios médicos e acomete quase 80% das pessoas na vida adulta, sendo ainda causa principal de afastamento do trabalho. Essa prevalência vem aumentando ainda mais nos dias de hoje em decorrência da obesidade, do sedentarismo, do aumento da vida média da população e de hábitos como o tabagismo.

Já a cefaleia, não menos incapacitante, também possui íntima relação com o quadro psicológico dos pacientes. Sintomas como ansiedade, transtornos depressivos e insônia podem servir como causa e/ou consequência da dor. Tais alterações precisam ser cuidadosamente observadas e o paciente deve ser inserido em um atendimento multidisciplinar focando no bem-estar e na qualidade de vida.

Além do médico neurologista, profissionais da psicologia, psiquiatria, medicina do sono, fisioterapia e terapia ocupacional desempenham papel primordial no tratamento da dor e visam o retorno do paciente às suas atividades diárias.

Por causa da falta de informação, a somatização pode gerar preconceito e a ideia de que a doença é “coisa da cabeça” do paciente, como se não existisse um problema físico ou a pessoa pudesse controlá-lo, se quisesse. Por isso, é muito comum o paciente não buscar ajuda por se sentir envergonhado ou culpado pelos sintomas que apresenta. Os sinais, no entanto, não devem ser ignorados. Provavelmente, todo mundo já somatizou algum problema – uma dor de cabeça no dia de uma prova ou um desarranjo intestinal em alguma situação de estresse. Quando os sintomas são frequentes ou intensos a ponto de interferir na vida diária e comprometer a rotina, é preciso procurar ajuda.

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Afinal, toda dor de cabeça pode ser um AVC?

O AVC é uma emergência médica. Atualmente, em conjunto com o grupo das doenças do aparelho circulatório, é a principal causa de morte no Brasil. A dor de cabeça ou cefaleia, por sua vez, é a queixa relativa ao sistema nervoso que mais comumente leva um paciente a uma consulta neurológica. É frequente o médico ouvir do paciente com dor de cabeça que ele tem medo de estar tendo um AVC. Entenda um pouco mais sobre essas duas situações.

A dor de cabeça pode ocorrer em 7 a 65% dos casos de AVC, porém por se tratar de um sintoma muito inespecífico, não deve ser considerada como sintoma mais relevante na suspeita de um AVC. Diversos quadros podem levar a crises de dor de cabeça, incluindo situações sem risco como crises de enxaqueca comum, cefaleia tensional e até quadros de infecção viral (como inflamação de garganta) ou sinusite, por exemplo.

Existem dois tipos de AVC: isquêmico e hemorrágico. O AVC isquêmico ocorre quando uma artéria é entupida e o cérebro que era nutrido por essa artéria entra em sofrimento e morre. Já o AVC hemorrágico ocorre quando há um sangramento espontâneo dentro do cérebro. Enquanto o AVC isquêmico muito raramente causa dor de cabeça, o hemorrágico pode, com mais frequência, se apresentar com quadro de cefaleia. O detalhe é que a dor de cabeça, normalmente, tem início súbito e é muito intensa.

Muitas vezes, os pacientes, que têm cefaleia associada ao AVC, descreve-na como “a pior dor de cabeça da vida”, sendo, frequentemente, associada a outros sintomas neurológicos como fraquezas, dificuldade na fala, alteração do equilíbrio, confusão mental, alteração da consciência, vômitos intensos ou até crise convulsiva. As dores de cabeça simples ou até mesmo enxaqueca (também chamada de migrânea), normalmente, começam mais leves e vão ficando mais intensas gradualmente.

Alguns tipos específicos de enxaqueca podem apresentar alterações transitórias das funções neurológicas como déficits motores ou alterações da visão, chamados de aura. Esses quadros específicos devem ser avaliados por um neurologista, médico especialista, para definir o diagnóstico e orientar o paciente adequadamente. Alguns pacientes que apresentam migrânea com aura têm risco aumentado de ter AVC, como mulheres que usam anticoncepcionais hormonais orais e pacientes fumantes, por exemplo.

O importante diante de um quadro de dor de cabeça frequente é procurar um neurologista, para ser avaliado e receber o diagnóstico correto. Quando a dor de cabeça estiver associada a outros sintomas neurológicos (conforme já citado), principalmente dificuldade para movimentação dos membros, paralisias na face ou dificuldades na fala, deve-se procurar uma emergência para ser avaliado e excluído quadro de AVC.

Cuide da sua saúde!

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